Casamentos Ibiúna, SP

Michele + João

Hoje vou contar duas histórias ...


A primeira através das palavras (desculpem pelo textão deste post), e a segunda através das imagens (espero que gostem!).


Em maio, recebi uma mensagem da fotógrafa Erika Pugliese, perguntando se dia 09 de julho esta livre, e por sorte (minha e dela), não havia nenhum compromisso para o dia. Combinamos todos os detalhes para registrar esse casamento, que era importante para ela, principalmente por ser de uma amiga de infância. E com isso, a minha responsabilidade também aumenta.


No e-mail com todos os detalhes do evento, estavam o local e o horário do evento, além de uma observação muito importante: "Os noivos fizeram praticamente tudo com as próprias mãos, então, acredito que os detalhes sejam importantes pra eles". Ok. Informações anotadas, era hora de checar o equipamento e pegar estrada.


O horário do making of do noivo, que iria se arrumar no mesmo local da cerimônia, era as 10h, mas as 9h30 eu já tinha chego (por ser um lugar um pouco afastado, sai um pouco antes de casa, por garantia, e acabei chegando antecipadamente). No local, encontro o noivo e a cerimonialista (sua comadre) fazendo a decoração do espaço. Estavam colocando as flores nos corredores, terminando o altar, e finalizando a arrumação das mesas (dos convidados e do bolo com os docinhos). Cada um ajudando conforme combinado. E, em um certo momento, o noivo estava sozinho terminando a decoração de onde seria a cerimônia. Enquanto conversávamos, ele escolhia as molduras, desenrolava o barbante, subia na escada, amarrava o quadro, escolhia as flores ... Imaginem só, um ex-militar, agora arquiteto, praticamente se virando nos 30, sozinho.


Sabendo dessa história, responda mentalmente: "Nesse momento você, pegaria a câmera e fotografaria ele arrumando as coisas, ou colocaria os equipamentos do lado e o ajudaria a terminar a decoração do seu casamento?"


Bom, eu escolhi a segunda opção.


Deixei a mochila em uma cadeira, e fui colocar a mão na massa, junto com o noivo. Depois de alguns minutos, já estávamos amigos, contando histórias, falando sobre a organização do casamento, enfim, eu já não era um estranho. Depois, com o foco em terminar outros pequenos detalhes que faltavam, registrei seu empenho em deixar o local da festa pronto para receber seus convidados. Aliás, alguns chegaram e ele não tinha terminado o "seu trabalho".


Enquanto isso, a noiva estava no salão, "tendo seu dia" - como ele mesmo disse.


Resumindo a história, ele foi se arrumar, fizemos seu making of, a cerimônia atrasou um pouquinho (por conta do trânsito de São Paulo), a noiva sorriu muito enquanto ele chorava de emoção, e a festa foi divertida, regada a crepes e muita música. Fotos quase protocolares e um ensaio super tranquilo, sem pressão mas com plateia (todos os convidados estavam observado). Depois de jogar o bouquet, um recadinho do casal: "Guardem as câmeras e aproveitem os docinhos, o bolo, a música!", e eu respondi: "Bem que eu gostaria, mas tenho uma esposa grávida me esperando em casa, vou precisar ir."


Ela sorriu, me deu um abraço e me disse: "Obrigada por terem vindo. Obrigada pela atenção. Obrigada pela vibe. O casamento não teria sido o mesmo sem vocês. Obrigada mesmo. E um abraço bem forte na esposa, e boa sorte com a filhota!".


Eu sorri, e voltei para casa.


Trabalho realizado para :   www.erikapugliese.com


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Cerimônia e Festa: Chácara em Ibiúna, SP